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Caso Mônica Cristina: acusado de feminicídio em São José da Tapera será julgado pelo Tribunal do Júri em Arapiraca

  • Tribuna Hoje
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Leandro Pinheiro Barros responde pela morte da esposa, ocorrida em 2023, e está preso desde abril de 2024

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Leandro Pinheiro Barros, acusado de assassinar a esposa, Mônica Cristina Cavalcante Alves Barros, será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri no dia 28 de abril de 2026, a partir das 9h, na cidade de Arapiraca. O crime aconteceu em 18 de junho de 2023, na Rua 13 de Maio, em São José da Tapera, quando a vítima foi atingida por disparo de arma de fogo.


De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homicídio teria sido motivado por ciúmes, sendo classificado como crime cometido por motivo torpe. A acusação sustenta que o réu se irritou após o pai da vítima elogiar a filha durante uma festa. Ainda conforme os autos, Leandro teria agredido o sogro com um tapa no rosto pouco antes de matar Mônica.


Antes de ser assassinada, a vítima gravou um vídeo, cuja exibição foi autorizada pelo juiz para ser apresentada durante o julgamento. O Ministério Público considera a gravação uma prova relevante para o esclarecimento dos fatos.


Inicialmente, o júri ocorreria em São José da Tapera, mas foi transferido para Arapiraca com o objetivo de assegurar a imparcialidade dos jurados. O sorteio dos integrantes do Conselho de Sentença está previsto para o mês de março.


Leandro Pinheiro Barros está preso desde 4 de abril de 2024, quando foi localizado na cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, após permanecer foragido por vários meses. Ele responde por feminicídio no contexto de violência doméstica. A defesa tentou retirar as qualificadoras do crime, mas o pedido foi negado pela Justiça.


Durante o período em que esteve desaparecido, o acusado chegou a ser citado por edital, já que seu paradeiro era desconhecido. O processo, que tramitava sob segredo de Justiça, teve o sigilo retirado por decisão do juiz Elielson dos Santos Pereira, que entendeu que a medida é incompatível com o julgamento pelo Tribunal do Júri.


O laudo pericial confirmou que a morte de Mônica foi causada pelo disparo de arma de fogo e apontou a existência de marcas de agressões físicas anteriores. Testemunhas relataram ainda que o relacionamento do casal era marcado por episódios de violência e conflitos constantes.


Responsável por presidir a sessão do júri em Arapiraca, o juiz Alberto de Almeida determinou a intimação das testemunhas e dos advogados para a data marcada.

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