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Corregedoria vai avaliar expulsão de policial após inquérito sobre morte de colegas em viatura

  • GazetaWeb.com
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

Caso segue agora para o Ministério Público e o Judiciário

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Corregedoria da Polícia Civil de Alagoas (PCAL) vai instaurar procedimento administrativo para avaliar a expulsão do policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho dos quadros da corporação, após a conclusão do inquérito que investigou a morte dos policiais civis Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, em Delmiro Gouveia, no Sertão do Estado.


O caso foi conduzido por uma comissão especial coordenada pelo delegado Sidney Tenório, que apresentou as conclusões nesta quarta-feira (17), durante coletiva realizada na Delegacia Geral, em Maceió. Na ocasião, foi confirmado o indiciamento do agente por duplo homicídio qualificado.


Segundo Sidney Tenório, os elementos reunidos ao longo das investigações não deixaram dúvidas sobre a autoria dos disparos. O policial segue preso preventivamente desde o dia do crime e permanece à disposição da Justiça.


A comissão ouviu 18 pessoas, dentre elas quatro testemunhas oculares que presenciaram o momento dos disparos dentro da viatura onde estavam as vítimas. De acordo com os depoimentos, Gildate efetuou dois tiros contra os colegas e, em seguida, deixou o local caminhando sem direção definida.


Além da investigação criminal, a Corregedoria da Polícia Civil instaurará um procedimento administrativo para analisar a conduta do agente e sua permanência na instituição.


O caso será encaminhado ao Conselho Superior da Polícia Civil, responsável por decidir sobre uma eventual expulsão do policial.


Ao encerrar a coletiva, o diretor da área integrada, delegado Antônio Carlos Lessa, classificou o episódio como uma das páginas mais tristes da história da Polícia Civil de Alagoas. "Em mais de 40 anos na polícia, eu nunca presenciei um caso como esse. Realmente, foi um momento de muita tristeza para a corporação".


Com a conclusão do inquérito, o caso segue agora para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário, que irão dar continuidade aos trâmites legais.

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