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Exclusivo: Em depoimento, homem admite disparo que matou Tadeu Soares em Canapi e alega legítima defesa

  • Pablo Vitor - Sertão 142
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Interrogado pela DHPP, homem disse que foi ameaçado com peixeira antes de efetuar o tiro

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O homem suspeito de matar Tadeu Soares, em Canapi, no Sertão de Alagoas, prestou depoimento nesta sexta-feira (6) ao delegado Dr. Andrey Araújo, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da 1ª Região. Ele se apresentou espontaneamente à polícia, acompanhado de advogado, e afirmou que efetuou o disparo em suposta legítima defesa, após, segundo ele, ter sido ameaçado com uma faca.


Durante o interrogatório, o suspeito relatou que mantinha uma relação de amizade antiga com a vítima, mas que o convívio teria sido rompido devido ao comportamento agressivo de Tadeu. Conforme seu depoimento, nos dias que antecederam o crime, a vítima teria causado conflitos, danificado uma câmera de segurança da vizinhança e, na data do fato, teria agredido sua mãe.


O suspeito afirmou ainda que, ao tentar conversar com Tadeu sobre a agressão, foi surpreendido com o homem armado com uma peixeira. Diante da situação, disse que sacou uma arma de fogo que mantinha em casa e efetuou um único disparo, em via pública, durante a madrugada do dia 1º de janeiro. Ele declarou que agiu para se defender e que não tinha intenção de matar.


Após o ocorrido, José Aparecido contou que fugiu do local, permanecendo escondido em uma área de mato, e que depois decidiu se apresentar às autoridades. No depoimento, ele também confirmou ser o proprietário da arma utilizada, embora tenha alegado estar emocionalmente abalado no momento do disparo.


Tadeu Soares foi baleado e socorrido inicialmente em Canapi, sendo encaminhado ao Hospital Regional de Santana do Ipanema, onde morreu horas depois, na manhã do dia 1º de janeiro. Com a confirmação do óbito, o caso passou de tentativa de homicídio para homicídio consumado.


As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, que agora analisa o depoimento do suspeito, além de outras provas e diligências, para esclarecer as circunstâncias do crime e definir as responsabilidades penais.

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