Exclusivo: IML confirma que adolescente morreu afogado e não aponta indícios de violência contra o pai em Delmiro
- Pablo Vitor - Sertão 142
- há 1 dia
- 2 min de leitura
Pai e filho foram encontrados mortos no Rio São Francisco; Polícia Civil descartou crime e concluiu que as duas mortes ocorreram de forma acidental

Laudos do Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca obtidos com exclusividade pela reportagem do Portal Sertão 142 trazem novas informações sobre as mortes de Pedro Nepomuceno dos Santos Neto, de 32 anos, e do filho, Pedro Nepomuceno dos Santos Teixeira, de 15. Os dois foram encontrados mortos no Rio São Francisco, na região da Barragem Leste, zona rural de Delmiro Gouveia, Alto Sertão de Alagoas.
O IML confirmou que o adolescente morreu por asfixia por afogamento. No caso do pai, a causa da morte ficou indeterminada, mas o exame não encontrou lesões características de luta, defesa ou queda, nem sinais de contenção nos pulsos e tornozelos. A investigação da Polícia Civil também não encontrou indícios de crime ou participação de terceiros e concluiu que as duas mortes foram acidentais.
No exame realizado no adolescente, o médico-legista identificou a predominância de sinais característicos de afogamento. Entre os achados estão alterações nos pulmões, líquido no estômago e congestão de órgãos. Com base nos exames interno e externo do corpo, o perito determinou como causa da morte asfixia por afogamento. O documento também registra a ausência de lesões características de luta, defesa ou queda e de sinais de contenção.
O resultado foi diferente no exame do pai. O laudo aponta a predominância da ausência de sinais característicos de afogamento e registra que não havia líquido ou espuma nas vias respiratórias. Outros sinais analisados durante a necropsia também estavam ausentes.
O médico-legista considerou a possibilidade do chamado “afogamento seco”, situação prevista na literatura médico-legal em que pode não haver água nos pulmões. Diante dos elementos encontrados, porém, o perito concluiu que não era possível confirmar nem descartar o afogamento. Por isso, a causa da morte do pai ficou indeterminada.
Apesar de não estabelecer a causa da morte, o laudo não identificou lesões características de luta, defesa ou queda, nem sinais de contenção nos pulsos e tornozelos. As lesões encontradas no corpo foram classificadas como post mortem e atribuídas à provável ação de animais aquáticos.
As conclusões dos laudos se somam ao resultado da investigação conduzida pela Polícia Civil. Conforme revelado anteriormente pelo Sertão 142, duas testemunhas que estavam em pontos distintos da região relataram ter visto pai e filho chegarem sozinhos ao local e entrarem no Rio São Francisco.
Os depoimentos foram considerados compatíveis entre si. Os pertences deixados pelas vítimas permaneceram no mesmo local, e a investigação não encontrou elementos que apontassem para a participação de outras pessoas ou para a prática de crime.
Pai e filho desapareceram no dia 28 de junho e tiveram os corpos encontrados na manhã seguinte por equipes do Corpo de Bombeiros.
Com os laudos do IML e a conclusão da investigação policial, o caso fica definido da seguinte forma: o adolescente morreu por afogamento; a causa da morte do pai não pôde ser determinada pelo exame médico-legal, mas não foram encontrados sinais indicativos de luta, defesa, queda ou contenção; e a Polícia Civil concluiu que as duas mortes foram acidentais, sem indícios de crime.

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