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Flamengo repete erros e volta a desperdiçar pontos contra adversário em crise

  • Globoesporte.com
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Novo empate em 1 a 1, desta vez contra o Inter, repete problemas alertados já no tropeço contra o São Paulo. De positivo, Samuel Lino resgata ponto e se mantém como destaque com Jardim

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Novo jogo, velhos problemas. Parece que o Flamengo não aprendeu com os erros cometidos no empate com o São Paulo, no último domingo. A análise de uma nova igualdade, desta vez com o Internacional, no Beira-Rio, repete muito do que foi visto na rodada anterior — e alertado por não dar certo. Previsível e com outro primeiro tempo apático, os rubro-negros terão que se contentar com apenas um ponto. Pouco para quem luta pelo título brasileiro e enfrentava um adversário mergulhado na crise.


A diferença é que, se a sensação contra o São Paulo era de que o Flamengo merecia ter vencido, agora é a de que o empate saiu no lucro no Beira-Rio. O Internacional foi melhor em campo e provavelmente teria saído vencedor se não fosse por uma pixotada de sua defesa e por Samuel Lino ser decisivo mais uma vez. Aliás, o camisa 16 é a melhor notícia desta equipe desde a chegada de Leonardo Jardim. Tem sido decisivo para que o clube some pontos no Brasileirão.


Coletivamente, no entanto, não foi uma boa atuação. A equipe rubro-negra repetiu o primeiro tempo sonolento e de pouca inspiração que já havia custado caro anteriormente. Dentro de campo, parecia que era o Internacional quem se aproveitava da crise vivida pelo rival — e não o contrário. Por pelo menos 70 minutos, o Flamengo foi um time lento e passivo quando não tinha a posse da bola.


Para além da falta de agressividade, o encaixe na marcação trazia vantagem para o Internacional. Leonardo Jardim e o meio-campo do Flamengo tiveram dificuldade para entender as movimentações de Alan Patrick, surpresa na escalação, mas longe de ser uma figura desconhecida no Brasil. A estratégia colorada sobrecarregou o lado esquerdo rubro-negro, que tinha Alex Sandro em noite ruim.


Quando Alan Patrick caia com liberdade pela direita do ataque, criava-se uma superioridade numérica: o meia, Carbonero e Bruno Gomes levavam vantagem no três contra dois sobre Alex Sandro e Samuel Lino. A jogada foi repetida inúmeras vezes e não foi neutralizada. Assim, inclusive, nasceu o gol do Internacional. Livre, o camisa 10 encontrou o passe para Carbonero sair de frente para o gol. Vitinho marcou no rebote.


Do outro lado, o Flamengo girava a bola de forma lenta e esbarrava nos cinco marcadores do Internacional na última linha. Teve mais posse de bola (chegou a bater 71%), mas amargou uma enorme dificuldade em gerar perigo — se o goleiro Rafael brilhou no Maracanã, Matheus Cunha pouco apareceu no Beira-Rio. Não foi eficiente como costuma ser.


Para não dizer que tudo foi ruim, o segundo tempo do Flamengo foi superior ao do Internacional, mas nada que enchesse os olhos. As mudanças promovidas por Leonardo Jardim, principalmente com as entradas de Pulgar e Bruno Henrique, conseguiram empurrar o adversário para trás. O ponto positivo foi que a equipe deixou de sofrer contra-ataques em profusão; o negativo é que seguiu com dificuldade para definir as jogadas.


Se não fosse a pixotada de Matheus Bahia, que originou a jogada do gol de Samuel Lino, a sensação era de que o Flamengo seguiria rodando a bola e gerando pouco perigo. O empate em 1 a 1 evitou o pior, mas segue sendo ruim visando as aspirações rubro-negras no Brasileirão: o Palmeiras venceu na rodada e está a oito pontos de distância na tabela.


Agora, serão 10 dias sem jogos. Tempo de sobra para Leonardo Jardim pensar em como retomar o caminho das vitórias e corrigir o que deu errado nos últimos dois jogos. Especialmente contra o Internacional.

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