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Judicialização de opiniões é a nova moda

  • Diário de um cientista político
  • 25 de jul. de 2023
  • 2 min de leitura

DIÁRIO DE UM CIENTISTA POLÍTICO, POR DOUGLAS DIAS

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Foto: Reprodução

Na última sexta-feira (23) tivemos a prisão da jornalista Maria Aparecida do Encare os fatos (aqui), em que vimos novamente o uso da “Doutrina Alexandre de Morais” sendo empregada para permitir a prisão liminar por supostos crimes de opinião.


Independentemente de ser favorável/contrário a prisão, o que podemos extrair disso é que o cenário a partir de agora será marcado pela tendência de judicialização da opinião verdadeira, tendência essa mais em voga que o rosa da Barbie nas vitrines do comércio local.


O problema disso tudo, é que nos rincões das Alagoas, não é incomum ver comunicadores serem silenciados ou mesmo perseguidos e considerando a nova moda de prisão preventiva, eles podem ser inclusive responsabilizados pelo que ainda não disseram, mas ‘poderiam dizer.’


A responsabilidade sob o que foi dito deve existir, é aceitável e necessária, porém a responsabilidade sob o não dito é uma invenção à brasileira, equivalente a censura prévia e com o agravante de valer-se da prisão para coibir manifestações de pensamento.


Em tempos de notícias falsas, a verdade deixa de ser uma questão de filosofia e passa a ser um ferramental dos poderosos, inclusive, deve ser por isso que resolveram afixar suas verdades insofismáveis em cada poste.


E para àqueles Sócrates que se propõem a dizer o contrário, não se esqueçam que há 2400 anos a sentença foi a pena de morte.


Fica claro que a vida em sociedade exige limites, ninguém discorda disso, porém o que estamos vivenciando é uma máquina de triturar formadores de opinião, que só reforça a ideia de nem todas as verdades são para serem ditas.


Siga em frente!


Por Douglas Dias, Bacharel em Ciência Política com MBA em Relações Governamentais.

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