Morte de Mônica Cavalcante completa 9 meses e suspeito segue foragido
Polícia acredita que suspeito esteja acima do peso e com visual diferente

A morte de Mônica Cavalcante completa 9 meses nesta segunda-feira, 18 de março de 2024. Ela foi morta a tiros pelo marido, Leandro Barros, que fugiu após o crime. Ele teria mudado sua aparência para despistar a polícia. O crime ocorreu na cidade de São José da Tapera, onde residia o casal.
“Leandro encontra-se foragido até hoje. As Polícias Militar e Civil e Ministério Público pedem que a população do Estado de Alagoas apresente maiores informações caso saiba do paradeiro dele, através do número 181 ou do CISP de São José da Tapera 988807699”, informou o promotor de Justiça Fábio Bastos Nunes, que atua no caso.
Ainda segundo o promotor, Leandro vem apresentando um disfarce para se manter oculto das autoridades policiais. “Tivemos a informação de que Leandro está com a cabeça raspada e bem acima do peso, com óculos e barba. Ele está mantendo um disfarce para evitar a sua prisão”.
Mônica Cavalcante foi morta a tiros, na frente do Fórum da Comarca de São José da Tapera, em 18 de junho de 2023. No dia do crime, o casal estava em uma festa junina, quando ocorreu uma briga entre eles.
O homem deixou o local e, pouco tempo depois, Mônica seguiu para a residência do casal. No caminho até o imóvel, ela gravou o vídeo contando que mantinha uma relação abusiva e que estava tentando se esconder do companheiro.
"Quem achar o meu celular, saiba que Leandro me agrediu várias vezes psicologicamente e fisicamente. Eu fiz de tudo para a gente ser feliz, mas não deu. Era um relacionamento abusivo. Me desculpe se alguém está triste vendo esse vídeo, mas, não fique. Estou apenas tentando me esconder dele. A gente estava em uma festa e meu pai fez uma brincadeira que, infelizmente, ele não gostou. Uma brincadeira boba, sabe? Mas, por conta do álcool, ele se alterou. Na verdade, ele já estava alterado. Então, se alguém achar esse celular e eu estiver morta, foi Leandro Pinheiro Barros", disse.
Leandro, por sua vez, fugiu em um carro Jeep e teria seguido para Sergipe, onde reside seu pai. “Os indícios é de que o pai de Leandro ajudou efetivamente na fuga do filho e estava acobertando-o”, disse o promotor.
No entanto, o pai de Leandro, José Nilton, foi preso em janeiro deste ano, acusado de participar de um homicídio no Sítio Lajeiro, também em São José da Tapera. José Nilton Barros também é sargento da Polícia Militar do Estado de Sergipe.
Segundo a polícia, José Nilton e mais duas pessoas bebiam em sua chácara na zona rural, quando dois homens que são tio e sobrinho se desentenderam. A confusão teria se estendido e um homem identificado como Dorival Moraes dos Santos foi até ao local e resolveu assassinar Danilo dos Santos Oliveira, 22 anos. Ele foi denunciado pelo MPE, em 8 deste mês, pelos crimes de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
"Com a prisão do José Nilton, o Leandro perde uma peça importante na sua fuga, que é seu próprio pai, policial militar em Sergipe. Aguardamos que ele seja preso em breve. Acredita-se que ele está em Alagoas, por isso a gente convoca a população a contribuir, de forma anônima, nas informações sobre o paradeiro do criminoso", disse Fábio Bastos Nunes - Promotor de Justiça.
O delegado-geral da PC, Gustavo Xavier, determinou a criação de uma comissão com três delegados para investigar o caso e chegar ao paradeiro de Leandro. Um mês após o crime, o autor foi indiciado. Ele também foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MP/AL), pelo crime de homicídio triplamente qualificado.

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