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MPE/AL pede que mãe que matou a filha de 5 anos seja internada

Gazeta Web
26 de jan. de 2021
2 min de leitura

Criança teve os olhos e a língua arrancados; suspeita é de que acusada seja portadora de problemas psiquiátricos

Foto: Internet

O Ministério Público Estadual (MPE) solicitou que a mulher acusada de matar e arrancar os olhos e a língua da própria filha, de 5 anos, seja internada no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Alagoas. De acordo com o promotor de Justiça, Kleytione Pereira, também foram requeridos exames para verificar se, de fato, a acusada é portadora de problemas psiquiátricos.


"O Ministério Público deixa, nesse momento, de pedir a sua prisão preventiva, mas considerando a sua periculosidade, a gravidade do crime, manifestou-se pela internação no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, bem como requereu a instauração de incidente de insanidade mental para verificar se de fato a acusada é portadora de problemas psicológicos, problemas psiquiátricos, e qual a extensão dessa doença, caso ela possua", informou o promotor.


A mãe foi presa e encaminhada para o para o Presídio Feminino Santa Luzia, em Maceió. O crime aconteceu no domingo (24) no Povoado São Cristóvão, em Maravilha, no Sertão alagoano e foi divulgado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (25).


O delegado Regional de Santana do Ipanema, Hugo Leonardo, informou que familiares da criança encontraram a menina e a mãe dentro do banheiro. Uma tesoura, que teria sido utilizada para arrancar os olhos e corta a língua da criança, foi encontrada ao lado da mulher.

Ainda segundo o delegado, a mulher estava transtornada e foi levada a um hospital, onde foi medicada. Os familiares da acusada afirmaram que ela é portadora de distúrbios psicológicos.


“O flagrante foi realizado, foi confeccionado e encaminhado ao Poder Judiciário. Ela encontra-se presa e vai responder pelo crime. O judiciário já foi comunicado pela prisão em flagrante. A partir daí o inquérito policial foi instaurado pelo delegado titular da delegacia de Maravilha, Diego Nunes, que vai dar continuidade ao inquérito policial, conclui-lo e encaminhá-lo ao poder judiciário”, explicou o delegado.

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