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PCAL conclui que médica não agiu em legítima defesa em morte de ex-marido

  • Extra Alagoas
  • 17 de nov. de 2025
  • 1 min de leitura

Investigação aponta que vítima não apresentou ameaça no momento dos disparos

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Polícia Civil concluiu que não houve legítima defesa na morte de Alan Carlos de Lima Cavalcante, registrada no último domingo, 16, no Sítio Capim, em Arapiraca. A suspeita do crime é a médica Nadia Tamyres, 38, ex-companheira da vítima.


A investigação é conduzida pelo delegado Daniel Scaramello, da Unidade de Atendimento ao Local de Crime 1, vinculada à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. Segundo o delegado, registros de câmeras de videomonitoramento e o compartilhamento de informações entre equipes da capital e do interior auxiliaram na reconstituição da dinâmica do caso.


Em depoimento, a suspeita afirmou ter atirado para se defender, hipótese descartada pela análise das imagens. “O vídeo mostra que ela desce do carro já armada e aponta diretamente para a vítima. Após uma breve discussão, efetua vários disparos, sem qualquer sinal de ameaça iminente por parte do homem”, afirmou o delegado.


A defesa de Nadia Tamyres declarou que a médica possuía medida protetiva contra Alan e vivia em contexto de violência doméstica. A defesa informou ainda que ela havia denunciado o homem por estupro de vulnerável contra a filha do casal.

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