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Perícia confirma metomil em bebida no caso de intoxicação coletiva que deixou uma pessoa morta em Pariconha

  • Pablo Vitor - Sertão 142
  • há 15 horas
  • 2 min de leitura

Substância foi encontrada em uma mistura artesanal armazenada em garrafa PET e também no organismo da vítima fatal e de dois sobreviventes; cachaças usadas no preparo não apresentaram o agrotóxico

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Polícia Científica de Alagoas confirmou, nesta quarta-feira (12), a presença de metomil em uma bebida relacionada ao caso de intoxicação coletiva registrado em Pariconha, no Alto Sertão de Alagoas. O episódio ocorreu no dia 26 de julho e deixou uma pessoa morta e outras vítimas hospitalizadas.


Segundo o Laboratório de Química e Toxicologia Forense, o metomil foi identificado em uma garrafa PET que continha uma mistura artesanal, conhecida como “garrafada”. As análises também confirmaram a presença da mesma substância em amostras biológicas da vítima fatal, Gilberto Alves Vicente, de 36 anos, e de dois sobreviventes.


De acordo com a Polícia Científica, foram analisadas ainda duas garrafas de cachaça de uma mesma marca. Nessas embalagens originais, o metomil não foi encontrado.


Segundo o perito criminal Thalmanny Goulart, chefe do Laboratório de Química e Toxicologia Forense, as investigações apontam que o conteúdo das garrafas de cachaça teria sido utilizado para preparar a bebida que posteriormente foi acondicionada na garrafa PET.


Os exames demonstraram que o mesmo agrotóxico encontrado na “garrafada” também foi ingerido pela vítima fatal e por pelo menos dois sobreviventes analisados.


O metomil é um inseticida de uso agrícola que pode provocar intoxicação grave por atuar no sistema nervoso. Em casos graves, a intoxicação pode comprometer a musculatura respiratória e levar à morte.


A Polícia Científica informou que as análises seguiram critérios técnico-científicos e que os laudos já foram encaminhados à Polícia Civil e à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Os documentos deverão subsidiar tanto a continuidade da investigação criminal quanto as ações de vigilância em saúde.


A investigação da Polícia Civil deverá apurar agora as circunstâncias que levaram à presença do agrotóxico na bebida e os demais aspectos relacionados à intoxicação coletiva.

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