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Relatório do CPRM aponta áreas de risco nos Cânions de Xingó

Atualizado: 19 de abr. de 2022

Levantamento mostra pontos onde existe risco de deslizamento de rochas, como o registrado em Capitólio, em Minas Gerais.

Foto: Reprodução

Um relatório elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) após análise nos Cânions de Xingó, entre Alagoas e Sergipe, alerta para o risco de acidentes semelhantes ao registrado no cânion de Capitólio, em Minas Gerais. Os técnicos apontam medidas para reduzir os riscos aos turistas que passam pela região.



Segundo o CPRM, o estudo foi realizado entre 14 e 24 de fevereiro, a pedido da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade de Sergipe, em 19 pontos nos municípios de Canindé do São Francisco (SE), Piranhas (AL), Delmiro Gouveia (AL), Olho D’Água do Casado (AL) e Paulo Afonso (BA). Desses, 13 foram classificados como perigo alto, três como perigo moderado e três como perigo baixo.


Os pesquisadores do CPRM explicam que existem diversos tipos de conformações de terreno nos cânions e que as margens do Lago de Xingó são suscetíveis a "movimentos gravitacionais de massa em praticamente toda sua extensão", ou seja, há riscos de desabamentos de formações rochosas.


Isso é preocupante porque em alguns pontos, os paredões de rocha podem chegar aos 80 metros de altura, o que equivale a um prédio de 25 andares, com inclinações que formam "tetos" sobre a água.


Os processos geológicos identificados foram:


- Tombamento rochoso, causado por um movimento em arco de um fragmento de rocha solto, apoiado apenas pela base;


- Queda de blocos, causado por um movimento de queda livre, de fragmentos de rocha, normalmente ligados ao paredão apenas lateralmente, sem apoio para a base;


- Rolamento de blocos, causado por fragmentos de rocha que podem rolar ou quicar devido a perda de apoio ou atrito em superfícies inclinadas;


- Desplacamento, causado pelo desprendimento de lajes ou placas rochosas, em um movimento deslizante sobre superfícies inclinadas.


No relatório, foram apontadas as áreas com potencial para ocorrências semelhantes a do Capitólio.


“Suas amplitudes e declividades, ultrapassam consideravelmente e frequentemente, os parâmetros mais conservadores, requeridos nas normas em vigor. O padrão de fraturamento, bem como a frequência das fraturas no maciço rochoso, contribuem para as condições de erodibilidade e consequentemente, sua oferta de material rochoso suscetível a instabilidades. Além de sua vulnerabilidade natural, foi constatado em alguns dos pontos visitados, a existência de infraestruturas permanentes e móveis, onde ocorre a permanência de turistas e moradores da região, de forma frequente. Essas estruturas usadas durante as visitações, estão localizadas principalmente junto aos paredões do cânion, a distâncias menores que a própria altura dos paredões. Diante destes fatos, deve se afirmar, que existe a possibilidade de ocorrer acidentes movimentos gravitacionais de massa (deslizamentos, queda e rolamento de blocos, desplacamentos, tombamentos) a processos e hídricos de alta energia”, diz trecho do relatório.


O relatório também traz sugestões aos gestores, de medidas de segurança aos turistas que frequentam aquela região, como monitoramento, fiscalização e de educação ambiental. Também foram sugeridos limitação de acesso a algumas áreas, desenvolvimento de estudos geotécnicos e hidrológicos entre outros.

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