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Risco de demolição em área turística do Rio São Francisco causa angústia em famílias de Olho D’Água do Casado

  • Pablo Vitor - Sertão 142
  • 9 de set.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 11 de set.

Relatório do INCRA aponta irregularidades em assentamento e pode resultar em demolições na “Prainha da Dulce”

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um relatório do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) apontou possíveis irregularidades em obras e empreendimentos erguidos dentro do Projeto de Assentamento Olho D’Água, em Olho D’Água do Casado, Sertão de Alagoas. A vistoria identificou bares, restaurantes, chalés e até o mirante turístico construídos em áreas de preservação permanente e de reserva legal, sem autorização do órgão federal. Também foi questionada a pavimentação da rodovia Portal dos Cânions, inaugurada em 2020, que corta terrenos do assentamento.


Por outro lado, a região conhecida como Prainha da Dulce se consolidou nos últimos anos como um dos principais polos turísticos do município. O local recebe milhares de visitantes todos os meses, movimenta a economia e garante o sustento de inúmeras famílias que vivem da atividade turística. Pousadas, hotéis, embarcações, receptivos e restaurantes dependem diretamente da permanência do complexo para manter a geração de emprego e renda.


A possibilidade de demolições ou embargos, levantada a partir das constatações do INCRA, preocupa donos de estabelecimentos e trabalhadores do setor. O trade turístico teme que medidas mais duras prejudiquem a subsistência de quem encontrou no turismo uma alternativa econômica em uma região marcada por poucos recursos.


Enquanto o INCRA aponta a necessidade de respeitar a legislação ambiental e regularizar as ocupações, empresários e moradores locais defendem a importância de conciliar a preservação com a atividade turística, que já se tornou essencial para o desenvolvimento da cidade. O impasse deve envolver ainda o Governo de Alagoas, a Prefeitura de Olho D’Água do Casado, o ICMBio e possivelmente o Ministério Público Federal, que poderão ser chamados a discutir soluções que preservem tanto o meio ambiente quanto a sobrevivência das famílias que dependem do turismo nos Cânions do São Francisco.

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