Três adolescentes e jovem são presos por assassinato de músico em Batalha
- Gazeta Web
- 20 de set.
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Suspeitos disseram que crime foi cometido porque vítima praticava abusos sexuais, versão que não foi constatada pela PC

Três adolescentes, um deles de 13 anos de idade, foram apreendidos e um jovem de 18 anos preso, suspeitos de participarem do assassinato de Antônio Florêncio da Silva, morto a tiros na noite dessa quinta-feira (18), na comunidade do Alto São Jorge, em Batalha, no Sertão de Alagoas. As prisões ocorreram nesta sexta-feira (19).
A Polícia Civil informou que as suspeitas são de que o crime ocorreu porque os investigados acreditavam que a vítima cometeu abusos sexuais contra crianças.
No entanto, não está constatado o envolvimento dela em crimes sexuais contra menores de idade. Segundo a Polícia Civil, essa é a versão levantada pelos suspeitos à delegacia.
"Em suas declarações, os conduzidos disseram que a vítima assediou a irmã de um dos adolescentes e a filha de um suposto envolvido no delito. A narrativa era que era estuprador.
[...] Ao longo das investigações vamos elucidar esse ponto", afirmou o delegado Frank Vieira, titular da Delegacia de Homicídios da 3ª Região responsável pela investigação.
Também há suspeitas, segundo a Polícia Civil, de que o crime tenha sido ordenado pelo comando de uma facção criminosa e que esta teria fornecido armas para a execução.
A Polícia Civil informou que o adolescente de 13 anos chamou a vítima na porta de casa, simulando querer um copo com água. Quando o músico apareceu, foi atingido com disparos de arma de fogo.
Antônio Florêncio era músico, tocava saxofone e se apresentava na Igreja. De acordo com o delegado Frank Vieira, "a comunidade de Batalha está perplexa. Dizem que era um homem bom desde a época da infância. Vamos levantar a vida social dele", afirmou a autoridade policial.
Com as prisões, já foi instaurado auto de investigação de ato infracional em relação aos adolescentes, enquanto para o maior de idade será instaurado inquérito policial. Por se tratar de crime contra a vida, o caso será apreciado pelo Tribunal do Júri.
O delegado explicou que, de imediato, foram requeridas a realização de perícia no local do crime e solicitadas as imagens de câmeras de vigilância da área.






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