Um mês depois, suspeito da morte de Mônica Cristina em São José da Tapera segue foragido
- Gazeta Web
- 18 de jul. de 2023
- 3 min de leitura
Polícia faz buscas na tentativa de localizar Leandro Pinheiro Barros

Um mês de dor e sofrimento para os familiares da jovem Mônica Cristina Gomes Cavalcante Alves, de 26 anos, que foi morta a tiros pelo próprio marido. 30 dias após ter tirado a vida da mulher, Leandro Pinheiro Barros segue foragido. A família, por sua vez, cobra por justiça, mesmo que isso não os faça ter Mônica de volta.
No dia 18 de junho, o casal participava de uma festa junina na cidade de São José da Tapera, onde o casal residia, quando iniciou uma discussão que culminaria na morte da jovem.
Ao sair da festa, Mônica gravou um vídeo falando que vivia em um relacionamento abusivo e que estava tentando se esconder do companheiro. As filmagens foram divulgadas nas redes sociais. Ela deixou dois filhos, de 9 e 3 anos.
"Quem achar o meu celular, saiba que Leandro me agrediu várias vezes psicologicamente e fisicamente. Eu fiz de tudo para a gente ser feliz, mas não deu. Era um relacionamento abusivo. Me desculpe se alguém está triste vendo esse vídeo, mas, não fique. Estou apenas tentando me esconder dele. A gente estava em uma festa e meu pai fez uma brincadeira que, infelizmente, ele não gostou. Uma brincadeira boba, sabe? Mas, por conta do álcool, ele se alterou. Na verdade, ele já estava alterado. Então, se alguém achar esse celular, e eu estiver morta, foi Leandro Pinheiro Barros", disse.
Ao retornar para casa, a mulher iniciou uma nova discussão com o companheiro, até que foi morta a tiros, em frente ao Fórum da cidade, prédio localizado próximo da casa onde a vítima morava com o autor.
Um dia após o crime, a polícia ouviu familiares e amigos da vítima, dando início ao inquérito policial pelo crime de feminicídio.
21/06/2023
Os pais de Leandro entregaram às autoridades policiais, no dia 21 de junho, a suposta arma utilizada no crime, uma pistola Taurus G3C de 9 mm, que foi apreendida e passa, agora, por exame de balística.
Em depoimento, o pai do assassino negou que estivesse escondendo Leandro.
Houve confirmação à polícia de que a relação de Mônica e Leandro era conturbada, com agressões dos dois lados, mesmo a vítima nunca ter denunciado. A polícia fez um apelo à população por informações do paradeiro do suspeito.
“Estamos atrás de você, Leandro. Qualquer informação da população, é preciso que seja repassada à Polícia Civil e às forças de segurança pública do Estado, ou pelo número 181. Ele pode estar armado, então, por favor, não tente ser herói. Passe a informação a quem de direito. Em breve, o Leandro vai estar à disposição da Justiça. É nisso que acreditamos”, disse o delegado Rubens Martins, diretor da Gerência de Polícia Judiciária da Região do Sertão.
25/06/2023
Desde o dia do crime, o assassino de Mônica Cristina está foragido. No dia 25 de junho, as Polícias Civis de Alagoas (PC/AL) e Sergipe chegaram a realizar buscas pelo homem, mas não obtiveram êxito. No mesmo dia, centenas de pessoas realizaram um ato contra o feminícidio de Mônica.
Convocado pelos movimentos feministas do Estado, o ato foi realizado após a missa do sétimo dia celebrado em memória de Mônica. Por causa do clima de tensão na cidade, os manifestantes contaram com a escolta de três viaturas da Patrulha Maria da Penha.
Para o ato, saíram duas vans e carros de Maceió, para a cidade de Tapera. Aqui na capital, a concentração para a viagem foi na praça Centenário.
Com cartazes de "Mônica presente", os participantes refizeram os últimos passos de Mônica no dia do crime, desde que ela saiu de uma festa após uma discussão com o marido até ser morta na calçada do fórum da cidade, próximo a sua casa.
Durante o trajeto, os organizadores divulgavam mensagem alertando as mulheres a não aceitar relacionamentos abusivos e buscar ajuda.
"Estamos aqui não apenas para pedir justiça para Mônica e a prisão e punição do assassino, mas também por todas as mulheres vítimas de feminicídio em Alagoas. Só este ano já foram 13 casos", destacou a jornalista Lenilda Luna, do Movimento de Mulheres Olga Benário.
30/07/2023
Hoje, há exatos 30 dias do feminicídio, a família e a sociedade alagoana ainda clamam por justiça por Mônica Cristina, mulher, mãe, filha, e por todas as outras vítimas desse tipo de violência. Assim como Mônica alertou, é preciso que as mulheres denunciem as agressões físicas, psicológicas e todos os tipos de violência.

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