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Valdo Coxinha: há quase 50 anos transformando vidas pelo esporte em Água Branca

  • Gazeta Web
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

Fundador da Escola Deus é Fiel, Ivaldo Lima mantém projeto social que já acolheu gerações de jovens

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Em uma cidade onde faltavam oportunidades e sobravam desafios, um homem decidiu usar a bola como instrumento de transformação. Desde 1976, Ivaldo Lima, conhecido popularmente como Valdo Coxinha, dedica sua vida ao esporte e à juventude de Água Branca, no Sertão de Alagoas. Fundador da Escola Deus é Fiel, ele afirma já ter ajudado centenas de crianças e adolescentes ao longo de quase cinco décadas de trabalho voluntário.


Hoje, aos 68 anos, Valdo segue firme no mesmo propósito: acolher meninos e meninas, tirar jovens das ruas e mostrar que o esporte pode abrir caminhos.


m sonho nascido na infância


Segundo Valdo, tudo começou ainda na adolescência, quando reunia amigos para brincar de futebol pelas ruas da cidade. Sem bola, sem chuteira e sem estrutura, a criatividade fazia o jogo acontecer.


“Pegávamos meias velhas, colocávamos uma dentro da outra e fazíamos uma bolinha para jogar no meio da rua. Depois juntávamos dinheiro entre nós para comprar uma bola de verdade”, relembra.


Foi dessa simplicidade que nasceu o embrião do projeto que mais tarde se transformaria na Escola Deus é Fiel.


Esporte como escola da vida


Para Valdo, o futebol sempre foi muito maior do que competição. “O esporte tira o menino da rua. O esporte ensina. O esporte forma cidadão”, resume.


Ao longo dos anos, ele viu ex-alunos se tornarem pais de família, advogados, professores e profissionais de diversas áreas. Muitos retornam hoje ao campo levando os próprios filhos para treinar com aquele que um dia foi seu treinador. “Tem ex-atleta que chega aqui e diz: ‘Você treinou a mim, agora vai treinar meu filho’.”


Pioneirismo também no futebol feminino


Muito antes de o futebol feminino ganhar espaço nacional, Valdo já organizava equipes femininas em Água Branca. Segundo ele, o primeiro time feminino da cidade também nasceu de suas mãos.


Além disso, levou equipes para disputar competições importantes, como a Copa Rainha Marta, em Maceió. Para ele, foi uma das maiores experiências da carreira esportiva.


“Levei meninas para jogar no Rei Pelé, conhecemos a Marta, fomos felizes demais. Muita menina dizia que nunca tinha vivido algo assim.”


Mais orgulho nas vidas do que nos troféus


Ao ser questionado sobre sua maior conquista, Valdo não hesita: “Troféu é bom, mas o que me orgulha mesmo são vidas transformadas.”


Ele afirma que sua missão sempre foi oferecer oportunidades, especialmente para crianças em situação de vulnerabilidade. “A criança que mais precisa é a que eu mais gosto de acolher.”


Falta apoio, sobra resistência


Apesar da história construída, Valdo reconhece que o projeto enfrenta dificuldades diárias. Faltam recursos, apoio financeiro, estrutura e incentivo contínuo. “As crianças precisam de espaço, material e oportunidades. Ainda falta muito.”


Mesmo assim, ele garante que não pensa em parar. “Só quem vai me fazer desistir é Deus. Enquanto eu tiver forças, vou continuar.”


Legado de quem nunca largou a bola


Em Água Branca e região, Valdo Coxinha virou sinônimo de dedicação ao esporte de base. Ao olhar para trás, ele resume sua caminhada com gratidão. “Primeiro vem a luta, depois vem a vitória.”

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