Vendas de bares e restaurantes caem 4,1% em Alagoas com crise do metanol
- Extra Alagoas
- 20 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Setor sente efeitos da desconfiança dos consumidores; empresários esperam recuperação gradual

A crise nacional provocada pela intoxicação por metanol em bebidas clandestinas também afetou o setor de bares e restaurantes de Alagoas. Segundo o levantamento Abrasel-Stone, o estado registrou uma queda de 4,1% nas vendas em setembro, em comparação ao mesmo período de 2024, acompanhando a tendência negativa observada em grande parte do país.
De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o recuo foi agravado pela inflação e pela redução da renda disponível das famílias, fatores que já vinham pressionando o setor nos últimos meses.
A crise do metanol, que ganhou repercussão após casos de morte e cegueira em diferentes regiões do Brasil, aumentou a cautela dos consumidores e reduziu o consumo de bebidas alcoólicas em vários estabelecimentos.
Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, o impacto foi imediato. “O medo provocado pelos casos de intoxicação afetou a frequência dos clientes e o ritmo de vendas, especialmente entre pequenos empreendedores”, afirmou. As informações são do Infomoney.
Entre os 24 estados analisados, apenas Maranhão e Mato Grosso do Sul registraram crescimento no faturamento do setor em setembro. Já as maiores retrações ocorreram em Roraima (11,5%), Pará (9,9%) e Rio de Janeiro (7,6%).
A expectativa da Abrasel é que os números de outubro revelem com mais clareza o impacto da crise, já que os episódios de contaminação se intensificaram no final de setembro. A entidade aposta, contudo, em recuperação gradual, à medida que a fiscalização e o controle sobre bebidas ilegais restabelecem a confiança dos consumidores
Vendas
As maiores quedas foram observadas em Roraima (11,5%), Pará (9,9%), Rio de Janeiro e Santa Catarina (7,6%), Paraíba e Sergipe (7%), Mato Grosso (6,9%), Rio Grande do Sul (6,5%), Rondônia (5,8%), Ceará (4,9%), Bahia (4,2%), Alagoas e Tocantins (4,1%), Pernambuco (3,9%), Espírito Santo (3%), São Paulo (2,7%), Minas Gerais (2,4%), Amazonas (1,6%), Goiás e Paraná (1,1%), Rio Grande do Norte (1%) e Piauí (0,4%).

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