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Alagoanos são resgatados de condições análogas à escravidão no ES

Gazeta Web
9 de mai. de 2023
2 min de leitura

Grupo foi aliciado em seus respectivos estados e pagavam pela comida, pelo transporte e pelos instrumentos de trabalho

Foto: Reprodução

Pelo menos dez trabalhadores dos estados de Sergipe e Alagoas foram resgatados trabalhando em condições análogas à escravidão, em uma propriedade rural de café, localizada na Vila Pavão, no Espírito Santo. Eles foram encontrados durante uma operação, que iniciou na quarta-feira (3), de auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).


Segundo o MTE, o grupo foi aliciado nos dois estados e, em seguida, submetidos a condições degradantes de trabalho. Eles pagavam pela comida, pelo transporte e pelos instrumentos de trabalho.


Aos fiscais, os trabalhadores relataram que, incialmente, foram para a fazenda um total de 28 pessoas. À época, uma mulher teria prometido um salário vantajoso, bom alojamento, alimentação farta e passagens de ida e volta, tudo por conta do empregador.


No entanto, chegando no local, o grupo se deparou com alojamentos sem camas, armários para guardar as roupas e objetos pessoais, mesa e cadeiras para realizarem as refeições. Os colchões disponíveis eram finos e pareciam colchonetes.

Em uma das casas não havia forro, o piso era de madeira e havia vãos no chão, entre os telhados e as paredes dos cômodos, permitindo a passagem de insetos e outros animais. Eles tinham à disposição dois banheiros pequenos e, em um deles, o piso era de cimento rústico. O outro tinha um pequeno buraco, no alto de uma das paredes, que servia como janela.


Também não havia chuveiros e a água do banho saía de canos. A água dos banheiros, das pias das cozinhas e do único tanque das casas saía de uma caixa d’água, parcialmente tampada e instalada no alto de uma das casas.


Os fiscais verificaram que cada trabalhador recebida R$ 16 por cada saca de 60 kg de café colhido, com trabalho manual e sem equipamentos. E, se quisessem esses materiais, os trabalhadores tinham que pagar para ter a proteção individual, que é necessária para a execução segura da colheita.


Os trabalhadores ainda tinham que pagar pela alimentação e devolver por meio de descontos semanais de R$ 50 o valor do pagamento da passagem, que era de de R$ 350. Ao final da semana, eles receberiam os valores com o desconto da alimentação e passagem.

Devido às condições, 18 dos 28 trabalhadores deixaram a fazendo antes da ação de fiscalização.


*com informações do g1.

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