Entenda por que CBF não irá divulgar análise do VAR de São Paulo x Palmeiras
- Globo Esporte
- 6 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Entidade segue protocolo para a divulgação dos áudios de conversa entre o árbitro central e o de vídeo em lances que necessitaram de revisão durante os jogos

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não irá divulgar os áudios dos lances polêmicos do clássico vencido pelo Palmeiras contra o São Paulo por 3 a 2, de virada, no domingo, no Morumbis, pela 27º rodada do Campeonato Brasileiro.
A explicação é simples: o protocolo da CBF prevê a diulgação dos áudios da análise de lances que foram revisados pelo árbitro no monitor. Ou seja, em nenhum dos lances reclamados por São Paulo ou Palmeiras no clássico tiveram a análise feita dessa maneira.
Os clubes têm o direito de solicitar os áudios das conversas dos árbitros durante os jogos por meio de um Fórum Permanente em que se faz a análise da equipe de arbitragem. No entanto, a divulgação é restrita é fica apenas entre os clubes envolvidos, a entidade e os profissionais que atuaram na partida em questão.
O árbitros Ramon Abatti Abel e Ilbert Estevam da Silva, responsáveis pela arbitragem no clássico, foram afastados pela CBF para reciclagem.
O São Paulo reclama de ao menos cinco lances em que considera que o árbitro Ramon Abatti Abel e sua equipe erraram e tiveram intereferência direta no resultado final da partida contra o Palmeiras. O pricipal deles serão um possível pênalti não marcado a favor do São Paulo em um lance no início do segundo tempo, quando um escorregão de Allan derrubou Tapia dentro da área.
O lance causou enorme revolta dos jogadores reservas do Tricolor. O árbitro, após conversa com a equipe de arbitragem, não recebeu recomendação para ir ao VAR. Segundo o comentarista de arbitragem da Globo, PC Olivera, o pênalti deveria ter sido marcado.
Apesar das muitas reclamações, o VAR também não recomendou revisão para punição com cartão vermelho de Andreas Pereira, que solou Marcos Antônio em outro lance reclamado pelo São Paulo.
O São Paulo ainda reclama de uma agressão de Gustavo Gómez em Tapia e um carrinho de Raphael Veiga em Enzo Días. Em contrapartida, Abel Ferreira disse que Bobadilla, que já tinha cartão amarelo, deveria ter sido expulso ao puxar Allan e impedir contra-ataque palmeirense no início do segundo tempo.
Dono da casa, o São Paulo fez dois gols contra o Palmeiras ainda na primeira etapa do Choque-Rei, com Luciano e Tapia. No segundo tempo, logo após os lances polêmicos, o Verdão conseguiu marcar três vezes, com Vitor Roque, Flaco López e Sosa, e vencer a partida.

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